
Nos dias de hoje muito se fala sobre batalha espiritual, mas percebemos um certo desiquilíbrio nos cristãos quando o assunto se refere a guerra no mundo espiritual. Alguns simplesmente ignoram o adversário, o que é totalmente destruidor (seria como um soldado estar num campo de batalha despreocupado com as armas do seu inimigo, fatalmente irá ser o primeiro a morrer do exército). Também existe um outro extremo, cristãos que vivem 24 horas por dia só falando nisso e vivendo uma constante batalha com o inimigo. Muitos parecem que estão vivendo um drama de um filme. Tudo é diabo. Isso gera uma distorção quanto aos propósitos de vida, visto que nenhum soldado da face da terra permanece 24 horas em batalha, ele se alimenta, dorme como qualquer outro ser humano, a diferença do soldado para um civil comum é que o soldado está sempre em estado de alerta (vigilância contínua) e tem um propósito de vida (destruir os inimigos, assim como Cristo veio para destruir as obras do diabo I João 3:8b).
“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” II Coríntios 10:3-5.
O reconhecimento mental que Jesus venceu o diabo na cruz não nos basta para vencermos o maligno. Com certeza, ter tal conhecimento é de muito valia, mas como tudo na vida, o conhecimento deve ser exercido, os cristãos devem saber da autoridade que Jesus delegou a Igreja e fazer uso dela.
“Eis que vos dou autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum.” Lucas 10:19.
Se nós cristãos não exercermos autoridade sobre o maligno, ele o fará, mesmo sem direito, sobre a nossa vida, como fez dominando Adão e Eva no Éden e até hoje tem feito com muitos cristãos que não aprenderam a viver uma vida de comunhão com Deus e resistência ao diabo.
“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Tiago 4:7.
Muitos entendem que a resistência ao maligno deve ser passiva, mas a bíblia não ensina isso. Jesus resistiu a Satanás com a Palavra de Deus, numa posição ativa quando foi tentado. (Veja Mateus 4:1-11).
“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Mateus 16:18-19.
Cristo nesta passagem diz a Pedro que a confissão que ele fez sobre o próprio Cristo é a pedra angular para a Edificação da Igreja. A nossa confissão dos fatos espirituais nos dão vigor para vencermos o maligno. Não vencemos o diabo por argumentações ou cargos que possuímos em instituições eclesiásticas, mas o vencemos pela confissão do nome de Jesus. Cristo deu a todo o que crê nele autoridade para ir contra o inferno, por isso que a palavra de Deus utiliza a expressão “portas do inferno”, ora, uma porta é algo parado, nós cristãos, que temos que ser ousados em Deus e prevalecermos contra as portas, saqueando o inferno.
“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros. Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.” II Timóteo 2:1-5.
A graça de Cristo nos dá vigor para vencer o maligno. Neste particular, a graça nada mais é senão o próprio Senhor Jesus, pois a palavra fala que ele é cheio de graça e verdade (João 1:14). Nos enchemos dele quanto mais nos ENTREGAMOS a Deus. Homens usados por Deus foram homens entregues a Ele. O Soldado fiel sofre junto com a causa que ele serve. O soldado tem um alvo, vencer, e para conseguir isso muitas vezes faz alguns sacrifícios de vontades pessoais, a fim de frutificar para quem o chamou.
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